terça-feira, 8 de junho de 2010

A ideologia de Marina e o pragmatismo político




Nunca entendi a saída de Marina Silva do Partido dos Trabalhadores.Ela é a cara do PT. Sempre foi!
Amiga pessoal do presidente Lula, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e contribuiu ativamente para o seu crescimeto no Estado do Acre e nacionalmente. Era uma das pessoas mais carismáticas do partido, no entanto, ao assumir o poder maior da nação, Marina e o PT passaram a não falar a mesma lingua resultando em sua saída. Talvez o partido que ela ajudou a criar e dedicou parte de sua vida não fosse o mesmo que agora governava o país, mas o certo é que ideologia politica e gestão publica nunca andam de braços dados quando o país anseia por resultados imediatos. Mesmo sendo a ideologia voltada para as classes menos favorecidas a força motriz do Partido dos Trabalhadores, o país governado pelos ex-companheiros de Marina também tem uma elite que ainda dá as cartas na politica, ou seja, contrariar essa parcela da sociedade em nome de uma ideologia da época estudantil é suicidio politico. Talvez Marina e outros petistas que abandonaram o governo não estivessem preparados para o "Brasil de todos" (inclusive da elite)e sentiram saudades das passeatas de protestos estudantil, do Fora Collor, Diretas Já, enfim, saudades de ser oposição.Tanto que, agora no Partido Verde, que pela lógica seria, depois do PT o partido mais próximo da ambientalista Marina, surgem as primeiras divergências sobre questões polêmicas em âmbito nacional e que podem minar as relações entre a filiada e o partido após o resultado da eleição presidencial.
CASAMENTO HOMOSSEXUAL:A religiosa Marina foi inicialmente contra, depois acenou no sentido de apoiar apenas a união civil. O PV defende a liberdade sexual e direito do cidadão sobre seu próprio corpo e seus sentimentos.
LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS: É contrária, mas seu governo aceitaria se fosse resultado de um plebiscito.O PV é a favor, como parte de uma politica internacional de contenção dos cartéis da droga por parte do Estado.
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO: Também só aceitaria via plebiscito, mas o seu partido é a favor da "interrupção voluntária da gravidez" como um meio legal.

[b] Ney Santafé Lima
fonte: Revista Época (07/06/2010)

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