domingo, 4 de julho de 2010

Flor d'água


Praça da República
                   
                    Praça Batista Campos
                                          
                                             Nesses bancos
                                                           
                                                           Sento sobre meu passado



Praça da República
                      
                                 Praça Batista Campos
                                                
                                                        Nesses bancos
                                                                 
                                                                      Sonho com minha cidade







Imagem, preguiça..
                 
                    Mormaço, minha flor d'água
                                                   
                                                    Paisagem bubuia
                                                                    
                                                                       No tempo
                                                                                
                                                                                Da minha flor d'água..


             

                                                                                 (Nilson Chaves)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os sem-sacramentos

CASOS ILUSTRES DE EXPULSÃO DA IGREJA CATÓLICA


HENRIQUE VIII  (1491-1547)
Rei da Inglaterra

O segundo casamento com Ana Bolena(1500/1536)
gerou um conflito com o Papa Clemente VII (1478-1523), que o expulsou. Em resposta, o monarca  criou a Igreja Anglicana.












NAPOLEÃO BONAPARTE (1769-1821)
Imperador da França

Quando se tornou imperador em 1804, retirou a coroa das mãos do Papa Pio VII (1742-1823) e coroou a sí mesmo. Excomungado em 1809,mandou prender o papa.





JUAN PERÓN (1895-1974)
Presidente da Argentina


A punição ao presidente, em 1955, foi uma reação do Papa Pio XII (1876-1958) á expulsão dos bispos Manuel Tato e Ramón Novoa, críticos de seu governo.













                                                                                  


JOE DI MAGGIO (1914-1999)
Jogador de beisebol
                                                                                                                                                                                                          
    O atleta norte-americano foi punido em 1954 por se casar em segundas núpcias com a atriz Marilyn Monroe (1926-1962). A medida foi revogada quando ela morreu, em 1962.










FIDEL CASTRO (1926)
 Revolucionário cubano


O papa João XXIII (1881-1963) esxpulsou o ditador cubano em janeiro de 1962. O motivo é evidente: a instalação de um governo comunista na Ilha de Cuba.                                                    
                     
    

SINÉAD O'CONNOR (1966)
 cantora irlandesa


Em 1999, a cantora recebeu a pena após ser ordenada sacerdotisa da Igreja Independente Católica. Na ocasião, ela disse que gostaria de ser chamada Madre Bernadete Maria.                                                                  

domingo, 27 de junho de 2010


              Beto Oscar e Helder Brandão são, o que podemos chamar de autênticos representantes da música amapaense de raiz, não por acaso co-autores do bem arranjado e poético álbum Raizes Aéreas, responsável por minha identificação com a música tucuju.
               O trabalho desses artistas consegue ser antenado com nosso tempo sem perder de vista a essência regional atravéz dos ritmos e ritos das comunidades quilombolas tradicionais com o som dos tambores típicos das manifestações folclóricas batuque, marabaixo e o sairé, além de valorizarem a composição popular.
                Para quem gosta de acompanhar a cultura regional, conhecer o trabalho de Beto e Helder torna-se tão necessário quanto visitar Porto Alegre e conhecer os irmãos Kleiton e Kledir. Fica a dica!


Ney Santafé Lima

sábado, 26 de junho de 2010

Ela é tucuju sim, meu mano!





Fernanda Takai, vocalista da banda pop-rock mineira PATO FU é amapaense. Nasceu em Serra do Navio, mas mudou-se para BH ainda criança com sua familia, quando seu pai, que era funcionário do alto escalão da empresa mineradora ICOMI que explorava o manganês na região serrana, foi transferido para Minas Gerais.

Todas as edições da Copa do Mundo




URUGUAI-1930

Campeão: Uruguai
Vice: Argentina
Artilheiro: Guillermo Stábile (ARG)- 8





ITÁLIA-1934

Campeão: Itália
Vice: Tchecoslováquia
Artilheiros:Nejedly (TCH), Conen (ALE) e Schiavio (ITA) - 4





FRANÇA-1938

Campeão:Itália
Vice: Hungria
Artilheiro:Leônidas (BRA) - 8





BRASIL-1950

Campeão: Uruguai
Vice: Brasil
Artilheiro: Ademir de Menezes (BRA) - 9





SUÍÇA-1954

Campeão: Alemanha
Vice: Hungria
Artilheiro: Sandor Kocsis (HUN) - 11





SUÈCIA-1958

Campeão: Brasil
Vice: Suécia
Artilheiro:Just Fontaine (FRA) - 13





CHILE-1962

Campeão: Brasil
Vice: Tchecoslóvaquia
Artilheiro: Jure Jerkovic (IUG)- 5





INGLATERRA-1966

Campeão: Inglaterra
Vice: Alemanha
Artilheiro: Eusébio (POR) - 9






MÉXICO-1970

Campeão: Brasil
Vice: Itália
Artilheiro: Gerd Muller (ALE) - 10







ALEMANHA-1974

Campeão: Alemanha
Vice: Holanda
Artilheiro: Grzegorz Lato (POL) - 7






ARGENTINA-1978

Campeão: Argentina
Vice: Holanda
Artilheiro: Mário Kempes (ARG) - 6








ESPANHA-1982

Campeão: Itália
Vice: Alemanha
Artilheiro: Paolo Rossi (ITA) - 6








MÉXICO-1986

Campeão:Argentina
Vice:Alemanha
Artilheiro:Gary Lineker (ING) - 6







ITÁLIA-1990

Campeão:Alemanha
Vice: Argentina
Artilheiro: Salvatore Schillaci (ITA) - 6






ESTADOS UNIDOS-1994

Campeão:Brasil
Vice:Itália
Artilheiros: Oleg Salenko (RUS) e Hristo Stoichkov (BUL) - 6








FRANÇA-1998

Campeão: França
Vice:Brasil
Artilheiro:Davor Suker (CRO) - 6






CORÉIA E JAPÃO - 2002

Campeão: Brasil
Vice: Alemanha
Artilheiro: Ronaldo (BRA) - 8




ALEMANHA-2006

Campeão:Itália
Vice:França
Artilheiro:Miroslav Klose (ALEM)- 5

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Macapá- - Amapá - Brazil

Data de Criação: Decreto lei Nº 6550, de 31 de maio de 1944

Limites: Norte: Cutias e Amapá, Sul: Santana, Leste: Rio Amazonas e Itaubal, Oeste: Santana, Porto Grande e Ferreira Gomes

Área do Município: 6533 KM²

População(IBGE 2000):

Total: 283.308 habitantes - Homens: 139.344 / Mulheres: 143.964

Urbana: 270.620 / Rural: 12.680

Densidade Demográfica: 43.36 Habitantes por KM²;

Transporte: Aéreo, Rodoviário e fluvial;

Comunidades principais: Bailique, Curiaú, Fazendinha, Macapá (sede) e São Joaquim.


HISTÓRIA:

A história de Macapá remonta aos primórdios do século XVI, quando os navegadores portugueses, espanhóis, franceses e pouco mais ingleses eholandeses digladiavam-se pelo controle politico e comercial das terras do norte do Rio Amazonas.
Mas, só por volta de 1647, após Portugal ter reconhecido a sua soberania, liberando-se da submissão a coroa espanhola, é que Sebastião Lucena de Azevedo, Governador do Marahnão, promoveu bem planejada expedição contra os últimos redutos estrangeiros existentes na região.
Consolidando essas medidas, promoveu-se o reerguimento da antiga Fortaleza de camaú, obra concluída em 1688 sob a orientação do próprio capitão-mor Coelho de Carvalho, que deu a reconstruida praça de guerra a denominação de Santo Antônio de Macapá.
Em 4 de fevereiro de 1758, em presença ao povo tucujuense, Mendonça Furtado, na praça denominada São Sebastião, Fundou a Vila de São José de Macapá. A Cidade e o Municipio prosseguiram-se os anos sem receber atenções ou efeitos de qualquer programa administrativo, até a decada de 1940, quando foi criado o Território Federal do Amapá, sendo Macapá escolhida como sua capital.

O nome Macapá é uma variação de Maca-Paba, que na língua dos índios quer dizer estância doas Macabas ou lugar de abundância da bacaba. Bacaba, é um fruto gorduroso originário da "bacabeira", palmeira nativa da região, de onde se extrai um vinho de cor acizentada, típica e muito saboroso.
Antes do chamado Descobrimento do Brasil, em 1.499, Américo Vespúcio, participando da expedição de Alonso de Hojeda - sob ordens dos reis católicos da Espanha Fernando e Isabel carta-documento escrita por esse navegador, na qual narra o momento em que sua expedição atravessa a linha do equador, ao Município de Macapá, hoje capital do Estado do Amapá. Portanto, muito antes de ser oficializado o nome Macapá, Américo Vespúcio já havia passado em sua frente, através do rio Amazonas.

Mas, antes de achar-se Macapá, o primeiro nome oficial dado a estas terras foi "ADELANTADO DE NUEVA ANDALUZIA" em 1.544 pelo então Rei da Espanha Carlos V, numa concessão a Francisco Orellana, navegador espanhol.
A história da cidade de São José de Macapá remonta os idos coloniais e está relacionado com a defesa e fortificação das fronteiras do Brasil e com a preocupação em garantir a fixação do homem às terras brasileiras. Assegurando, assim, a soberania de Portugal nas terras conquistadas.

No extremo norte do Brasil formou-se o primeiro núcleo de colonização portuguesa em 1.738, após sérios conflitos com os franceses de Caiena. Este primeiro núcleo pertencia a então província do Maranhão e Grão-Pará, cujo Governador João de Abreu Castelo Branco, enviou um destacamento militar para o local onde se encontra hoje a Fortaleza de São José de Macapá. Periodicamente, um destacamento substituía o outro e assim foi garantida a colonização desta região. Mas alertou ao rei de Portugal sobre a urgência de implementação de povoamento e fortificação da foz do Amazonas. Francisco Pedro Gurjão, seu sucessor, reiterou essas reivindicações. Apesar disto, o único mérito de D. João V, foi o de haver em 1748, oficialmente denominado a região de Província dos Tucuju ou Tucujulândia, mantendo, portanto, inalterada sua condição administrativa.

Em 1.751, o Governador do Maranhão e Grão Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado (irmão de Mârques de Pombal - ministro de D. José I), continuou a colonização trazendo alguns casais de colonos das Ilhas de Açores para a ocupação do povoado, com o objetivo de iniciar uma pequena povoação e construir barracos para servirem de alojamento aos soldados que viriam para Macapá.

O povoado rapidamente progrediu, mas a insalubridade do local vem a ser um grave problema para os colonos. Em 1.752, alastra-se no povoado uma epidemia de cólera. A notícia chegou à Belém em 07 de março daquele mesmo ano. Inesperadamente, Mendonça Furtado aporta na povoação, trazendo, além de medicamentos, o único médico que havia na capital e consegue controlar a moléstia.
Constituem as origens do Amapá, portanto, esses colonos degredados de Portugal (bandidos, prostitutas, presos políticos etc, negros africanos ou oriundos da Bahia e do Rio de Janeiro, além dos índios que já habitavam o local). Em 1.761 inaugurava-se o mais antigo monumento da cidade de Macapá: a Igreja de São José de Macapá. Foi o governador do Grão-Pará e Maranhão, Mendonça Furtado que elevou Macapá, antes povoado, à categoria de Vila de São José de Macapá, em 04 de fevereiro de 1.758, na presença do povo tucujuense, precisamente na praça denominada de São Sebastião, nascendo assim a Vila de São José de Macapá.

A construção da Fortaleza de São José de Macapá e consequentemente a sua inauguração em 19 de março de 1.782, foi o marco definitivo na histórica Colonização de Macapá. Em sua volta, a vila foi-se expandindo e prosperando cada vez mais.
Tão logo acontece a fuga da família real de Portugal para o Brasil, logo, por volta de 1.808, D. João VI determinou a integração da Fortaleza de Macapá ao seu plano denominado Fronteiras do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

A Fortaleza e a Vila, pelas suas posições geográficas, precisavam ser governadas por quem dispusesse de poderes amplos. E de Lisboa, começaram a ser nomeadas autoridades, denominadas de Governadores de Macapá. Entre outros, exerceram o cargo: Coronel Nuno de Ataíde Verona;Cel. João Wilkens; Cel. Manuel da Gama Lobo D'Almada; Sargento-Mor João Vasco Braum. Estes homens se distinguiram pelos trabalhos que executaram, pelas soluções que deram aos vários problemas que foram encontrados.
Além dos problemas Sociais e Econômicos que a Vila passava, estava diante do clima político que assolava o resto do Brasil, que lutava por sua independência política de Portugal.
Macapá não participou diretamente dos incidentes que aconteciam pelo resto do Brasil pela adesão à Independência, mas recebeu influência dos conflitos de Belém do Pará.

O Pará, aderindo à Independência do Brasil em 15 de agosto de 1.823 em Macapá, efetuou-se a adesão sem retumbâncias particulares, aderindo oficialmente à 29 de agosto de 1.823, que de acordo com as normas adotadas em todo os municípios do Pará, organizou-se novo edílico, eliminando os portugueses.
Em 07 de janeiro de 1.835 eclode a Cabanagem, revolta armada encabeçada basicamente por humildes habitantes ribeirinhos que moravam em cabanas, daí o nome do movimento.

A notícia da eclosão desta revolta chega à Macapá, através do sub-comandante da Fortaleza de São José, Francisco Pereira brito, que se encontrava em Belém.

A cabanagem, sendo um movimento reformista composto por mestiços, não conseguiu a adesão dos macapaenses, descendentes de antigos colonos portugueses (não miscigenados). O temor da perda de privilégios os levou a formar uma frente de reação aos cabanos com o apoio das Vilas de Gurupá, Monte Alegre, Santarém e Cametá.
Providências militares foram tomadas para conter o avanço da região. Em Macapá, a defesa da Vila e seus domínios foi organizada pelo presidente da Câmara Municipal, Manoel Antônio Picanço, pelo Juiz de Direito Manoel Gonçalves de Azevedo, pelo Promotor Público Estevão José Picanço e pelos capitães Francisco Valente Barreto e José Joaquim Romão. Este último comandante da Fortaleza de São José.

A luta entre cabanos e tropas imperiais intensificaram-se. Perseguidos no baixo-Amazonas, os cabanos refuguaram-se no Município de Macapá, nas ilhas de Santana e Vieirinha bem como na localidade de Furo de Beija-flor. Em 20 de dezembro de 1.835, foram atacados por tropas macapaenses e expulsos da região.
Em 1.841 foi criada a Comarca de Macapá e em 06 de setembro de 1.856 foi elevado à categoria de cidade pela lei n.º 281 do Estado do Pará.

Em 1.862, um novo panorama demostrava progresso. Macapá contava com 2.780 habitantes, dos quais 2.058 eram livres e 722 escravos. Sua população reclamava seus direitos de autonomia política.
No governo de Getúlio Vargas, através da decreto-lei n.º 5.812, de 13 de setembro de 1.943, foi criado o Território Federal do Amapá. A partir desta data o Amapá passou a Ter governo próprio, embora nomeado pelo Governo Federal.
Em 31 de maio de 1.944, Macapá foi promovida à categoria de capital do Território, hoje Estado do Amapá.
Macapá é o Município mais importante do Estado do Amapá, pois configura a capital do Estado do Amapá. Além de ser de do governo e demais poderes que regem a administração, é o município mais estruturado, concentrando prédios de arquitetura moderna e monumentos históricos.

A partir da transformação do Amapá em Estado, atendendo preceitos da Constituição de 1.988, ocorreram substanciais mudanças em sua dinâmica espacial. O esgotamento das jazidas manganíferas, de fundamental importância para a economia do Estado, obrigou aos governos, tanto estaduais quanto federais, buscarem novas alternativas econômicas para o Amapá. O principal elemento dessa tomada de decisão foi a criação pelo Governo Federal, da área de livre comércio de Macapá e Santana em 1.991.
Apesar da suspensão do Imposto de importação (II) e do Imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre as mercadorias estrangeiras, que se constitui em grande perda na arrecadação do Estado, o setor terciário ainda é um dos maiores alavancadores da economia estadual, além de propiciar vantagens também no campo social, pois gera empregos para centenas de pessoas.
Macapá é a única capital brasileira que está a margem esquerda do rio Amazonas e que é cortada pela linha do equador. Altitude 15m em relação ao nível do mar, latitude 00º. Tem uma área de 24.730 Km e uma população 400.000 habitantes. Aproximadamente. Clima equatorial, quente e úmido.

A arte e a cultura é envolvida de muitas crenças e lendas. A pintura retrata os flagrantes do homem amazônida, monumentos históricos, lendas, personagens ilustres através de várias técnicas, inclusive a utilização de resinas naturais extraídas dos vegetais regionais. Na produção artesanal destaca-se a cerâmica revestida com manganês e titânico e as cestas, tipitis, peneiras que são feitas com fibras de cipós, de Guarumã do Buriti olho do Tucumanzeiro, junco, sisal e outros.
Na música, os cantores da região valorizam a sua terra através de suas belas composições. A dança característica é o "marabaixo".




Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O marabaixo



Festa tradicional da cultura amapaense, o Marabaixo começa com a cortada ou tirada do mastro, feito de uma árvore chamada pau-espírito-santo, que está em extinção mesmo na comunidade. Ele é tão valioso que sua casca é medicinal, mas ao extraí-la a árvore fica danificada, sujeita á morte.
O mastro é colocado no local onde vai ser realizado o Marabaixo ( sede, casa ou barracão). Na tarde do festejo, uma multidão de todas as faixas etárias se dirige a uma mata para quebrar os galhos de muteiras, uma árvore que até bem pouco tempo era sagrada. As rameiras enfeitam o mastro. É uma grande alegria por parte dos brincantes que vão de cavalo, bicicleta e de pés. Os tocadores de caixas em número de dois ou três são acompanhados pelos cantadores de ladrão, apropriados ao momento. Numa atmosfera de alegria ao som tom forte do toque apoiado pelo canto, fogos e bebidas faz com que todos cantem e gritem. É muito comum cantarem o "ladrão" ( Canto de Marabaixo e Batuque)Carioca, que inicia da seguinte maneira:


" O peixe assado, ele cheira uma flor, olê, olê, olá" (REFRÃO)


As rameiras são enroladas no pau que se transforma em mastro enfeitado, firmando em cima uma bandeira com imagens de Santa Maria, Mãe de jesus ou de outros santos que por ventura estejam sendo festejados.
No salão, homens e mulheres, uns tocando, outros dançando vão rodopiando cantando ladrões longos ou curtos até o momento de uma pausa para apertar a caixa ou começar outro ladrão. E assim vão até o amanhecer.


FONTE:Curiaú, a resistência de um povo
AUTOR: Sebastiao Menezes da Silva

Ás favas

As pernas finas seguem passos trôpegos
Bate de porta em porta
Ás vezes recebe porta na cara
e encara uma outra porta
Segue rua a dentro
Enfrenta cachorros e carrapatos
Meninos lhe atiram pedras
Homens xingam enxotam
e maltratam-no
Não desiste segue a esmo
Já não possui dignidade
Não pede cachaça
Só precisa de um prato de comida
Para enfrentar a fila de aposentados..


Leacide Moura

Do livro "Encantos Encontros Poemas e contos"



o blogueiro com a escritora tucuju

sábado, 12 de junho de 2010

Exercício de cidadania na Escola Cecília Pinto

elaborando propostas




garantindo a ordem alunos mesários eleitores cecilianos












No ano de 1979 era inaugurada em Macapá a Escola Estadual Cecilia Pinto, construida estrategicamente para atender a demanda educacional de três bairros: Buritizal, Muca e Beirol.O nome foi uma homenagem á Professora Cecilia Pinto de Azevedo Costa, uma das pioneiras da educação no ex-Território Federal do Amapá.
Completados trinta anos de educação, a escola, que passou por uma reforma em sua estrutura arquitetônica recentemente, vive talvez um dos melhores momentos de sua história, com a também reforma do ambiente de trabalho no que diz respeito á sua prática pedagógica atravéz de projetos de valorização humana como um meio de atingir um melhor aproveitamento das disciplinas ofertadas. Dentre os projetos que fazem a diferença e criaram uma identidade entre alunos e escola podemos destacar:Curso de Relações Humanas, ofertado aos funcionários da Secretaria Escolar, Biblioteca e Equipe de Apoio; o Curso Cozinha Brasil, ofertado pelo SESI não só melhora a qualidade da merenda escolar como também contempla profissionalmente os alunos na área da culinária; o ateliê montado na escola oferece o curso de confecção de sandálias, sob a orientação do SEBRAE; o Informativo A VOZ DA GALERA, organizado pelos alunos sob a orientação da ProfªSimone Façanha, é o elo de comunicação entre as comunidades discente e docente com os outros setores da escola.
Voltado para a área da ciência politica e social, o Projeto Eleitor do Futuro realizado em 2009, ano em que a escola completou exatamente 30 anos, tornou-se um símbolo do engajamento de alunos e professores no processo educacional, uma vez que o mesmo, por falta de disponibilidade no calendário escolar, foi realizado simultâneamente ao Projeto Mostra Pedagógica. O TRE se fez presente na escola orientando os alunos candidatos, as propostas elaboradas por série foram defendidas pelos canditatos das turmas durante três semanas, uma mesa avaliadora escolheu os cinco candidatos mais preparados de acordo com a série e a parte final foi a eleição na urna eletrônica, desta vez somente com a participação da comunidade discente, tanto na votação como na composição mesária e fiscalização. Em véspera de eleição nacional, com um projeto dessa envergadura, quem sabe nossos futuros eleitores venham a ser responsáveis pelo início de uma transformação na cultura do voto em nosso país.

Ney Santafé Lima