quinta-feira, 24 de junho de 2010

Macapá- - Amapá - Brazil

Data de Criação: Decreto lei Nº 6550, de 31 de maio de 1944

Limites: Norte: Cutias e Amapá, Sul: Santana, Leste: Rio Amazonas e Itaubal, Oeste: Santana, Porto Grande e Ferreira Gomes

Área do Município: 6533 KM²

População(IBGE 2000):

Total: 283.308 habitantes - Homens: 139.344 / Mulheres: 143.964

Urbana: 270.620 / Rural: 12.680

Densidade Demográfica: 43.36 Habitantes por KM²;

Transporte: Aéreo, Rodoviário e fluvial;

Comunidades principais: Bailique, Curiaú, Fazendinha, Macapá (sede) e São Joaquim.


HISTÓRIA:

A história de Macapá remonta aos primórdios do século XVI, quando os navegadores portugueses, espanhóis, franceses e pouco mais ingleses eholandeses digladiavam-se pelo controle politico e comercial das terras do norte do Rio Amazonas.
Mas, só por volta de 1647, após Portugal ter reconhecido a sua soberania, liberando-se da submissão a coroa espanhola, é que Sebastião Lucena de Azevedo, Governador do Marahnão, promoveu bem planejada expedição contra os últimos redutos estrangeiros existentes na região.
Consolidando essas medidas, promoveu-se o reerguimento da antiga Fortaleza de camaú, obra concluída em 1688 sob a orientação do próprio capitão-mor Coelho de Carvalho, que deu a reconstruida praça de guerra a denominação de Santo Antônio de Macapá.
Em 4 de fevereiro de 1758, em presença ao povo tucujuense, Mendonça Furtado, na praça denominada São Sebastião, Fundou a Vila de São José de Macapá. A Cidade e o Municipio prosseguiram-se os anos sem receber atenções ou efeitos de qualquer programa administrativo, até a decada de 1940, quando foi criado o Território Federal do Amapá, sendo Macapá escolhida como sua capital.

O nome Macapá é uma variação de Maca-Paba, que na língua dos índios quer dizer estância doas Macabas ou lugar de abundância da bacaba. Bacaba, é um fruto gorduroso originário da "bacabeira", palmeira nativa da região, de onde se extrai um vinho de cor acizentada, típica e muito saboroso.
Antes do chamado Descobrimento do Brasil, em 1.499, Américo Vespúcio, participando da expedição de Alonso de Hojeda - sob ordens dos reis católicos da Espanha Fernando e Isabel carta-documento escrita por esse navegador, na qual narra o momento em que sua expedição atravessa a linha do equador, ao Município de Macapá, hoje capital do Estado do Amapá. Portanto, muito antes de ser oficializado o nome Macapá, Américo Vespúcio já havia passado em sua frente, através do rio Amazonas.

Mas, antes de achar-se Macapá, o primeiro nome oficial dado a estas terras foi "ADELANTADO DE NUEVA ANDALUZIA" em 1.544 pelo então Rei da Espanha Carlos V, numa concessão a Francisco Orellana, navegador espanhol.
A história da cidade de São José de Macapá remonta os idos coloniais e está relacionado com a defesa e fortificação das fronteiras do Brasil e com a preocupação em garantir a fixação do homem às terras brasileiras. Assegurando, assim, a soberania de Portugal nas terras conquistadas.

No extremo norte do Brasil formou-se o primeiro núcleo de colonização portuguesa em 1.738, após sérios conflitos com os franceses de Caiena. Este primeiro núcleo pertencia a então província do Maranhão e Grão-Pará, cujo Governador João de Abreu Castelo Branco, enviou um destacamento militar para o local onde se encontra hoje a Fortaleza de São José de Macapá. Periodicamente, um destacamento substituía o outro e assim foi garantida a colonização desta região. Mas alertou ao rei de Portugal sobre a urgência de implementação de povoamento e fortificação da foz do Amazonas. Francisco Pedro Gurjão, seu sucessor, reiterou essas reivindicações. Apesar disto, o único mérito de D. João V, foi o de haver em 1748, oficialmente denominado a região de Província dos Tucuju ou Tucujulândia, mantendo, portanto, inalterada sua condição administrativa.

Em 1.751, o Governador do Maranhão e Grão Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado (irmão de Mârques de Pombal - ministro de D. José I), continuou a colonização trazendo alguns casais de colonos das Ilhas de Açores para a ocupação do povoado, com o objetivo de iniciar uma pequena povoação e construir barracos para servirem de alojamento aos soldados que viriam para Macapá.

O povoado rapidamente progrediu, mas a insalubridade do local vem a ser um grave problema para os colonos. Em 1.752, alastra-se no povoado uma epidemia de cólera. A notícia chegou à Belém em 07 de março daquele mesmo ano. Inesperadamente, Mendonça Furtado aporta na povoação, trazendo, além de medicamentos, o único médico que havia na capital e consegue controlar a moléstia.
Constituem as origens do Amapá, portanto, esses colonos degredados de Portugal (bandidos, prostitutas, presos políticos etc, negros africanos ou oriundos da Bahia e do Rio de Janeiro, além dos índios que já habitavam o local). Em 1.761 inaugurava-se o mais antigo monumento da cidade de Macapá: a Igreja de São José de Macapá. Foi o governador do Grão-Pará e Maranhão, Mendonça Furtado que elevou Macapá, antes povoado, à categoria de Vila de São José de Macapá, em 04 de fevereiro de 1.758, na presença do povo tucujuense, precisamente na praça denominada de São Sebastião, nascendo assim a Vila de São José de Macapá.

A construção da Fortaleza de São José de Macapá e consequentemente a sua inauguração em 19 de março de 1.782, foi o marco definitivo na histórica Colonização de Macapá. Em sua volta, a vila foi-se expandindo e prosperando cada vez mais.
Tão logo acontece a fuga da família real de Portugal para o Brasil, logo, por volta de 1.808, D. João VI determinou a integração da Fortaleza de Macapá ao seu plano denominado Fronteiras do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

A Fortaleza e a Vila, pelas suas posições geográficas, precisavam ser governadas por quem dispusesse de poderes amplos. E de Lisboa, começaram a ser nomeadas autoridades, denominadas de Governadores de Macapá. Entre outros, exerceram o cargo: Coronel Nuno de Ataíde Verona;Cel. João Wilkens; Cel. Manuel da Gama Lobo D'Almada; Sargento-Mor João Vasco Braum. Estes homens se distinguiram pelos trabalhos que executaram, pelas soluções que deram aos vários problemas que foram encontrados.
Além dos problemas Sociais e Econômicos que a Vila passava, estava diante do clima político que assolava o resto do Brasil, que lutava por sua independência política de Portugal.
Macapá não participou diretamente dos incidentes que aconteciam pelo resto do Brasil pela adesão à Independência, mas recebeu influência dos conflitos de Belém do Pará.

O Pará, aderindo à Independência do Brasil em 15 de agosto de 1.823 em Macapá, efetuou-se a adesão sem retumbâncias particulares, aderindo oficialmente à 29 de agosto de 1.823, que de acordo com as normas adotadas em todo os municípios do Pará, organizou-se novo edílico, eliminando os portugueses.
Em 07 de janeiro de 1.835 eclode a Cabanagem, revolta armada encabeçada basicamente por humildes habitantes ribeirinhos que moravam em cabanas, daí o nome do movimento.

A notícia da eclosão desta revolta chega à Macapá, através do sub-comandante da Fortaleza de São José, Francisco Pereira brito, que se encontrava em Belém.

A cabanagem, sendo um movimento reformista composto por mestiços, não conseguiu a adesão dos macapaenses, descendentes de antigos colonos portugueses (não miscigenados). O temor da perda de privilégios os levou a formar uma frente de reação aos cabanos com o apoio das Vilas de Gurupá, Monte Alegre, Santarém e Cametá.
Providências militares foram tomadas para conter o avanço da região. Em Macapá, a defesa da Vila e seus domínios foi organizada pelo presidente da Câmara Municipal, Manoel Antônio Picanço, pelo Juiz de Direito Manoel Gonçalves de Azevedo, pelo Promotor Público Estevão José Picanço e pelos capitães Francisco Valente Barreto e José Joaquim Romão. Este último comandante da Fortaleza de São José.

A luta entre cabanos e tropas imperiais intensificaram-se. Perseguidos no baixo-Amazonas, os cabanos refuguaram-se no Município de Macapá, nas ilhas de Santana e Vieirinha bem como na localidade de Furo de Beija-flor. Em 20 de dezembro de 1.835, foram atacados por tropas macapaenses e expulsos da região.
Em 1.841 foi criada a Comarca de Macapá e em 06 de setembro de 1.856 foi elevado à categoria de cidade pela lei n.º 281 do Estado do Pará.

Em 1.862, um novo panorama demostrava progresso. Macapá contava com 2.780 habitantes, dos quais 2.058 eram livres e 722 escravos. Sua população reclamava seus direitos de autonomia política.
No governo de Getúlio Vargas, através da decreto-lei n.º 5.812, de 13 de setembro de 1.943, foi criado o Território Federal do Amapá. A partir desta data o Amapá passou a Ter governo próprio, embora nomeado pelo Governo Federal.
Em 31 de maio de 1.944, Macapá foi promovida à categoria de capital do Território, hoje Estado do Amapá.
Macapá é o Município mais importante do Estado do Amapá, pois configura a capital do Estado do Amapá. Além de ser de do governo e demais poderes que regem a administração, é o município mais estruturado, concentrando prédios de arquitetura moderna e monumentos históricos.

A partir da transformação do Amapá em Estado, atendendo preceitos da Constituição de 1.988, ocorreram substanciais mudanças em sua dinâmica espacial. O esgotamento das jazidas manganíferas, de fundamental importância para a economia do Estado, obrigou aos governos, tanto estaduais quanto federais, buscarem novas alternativas econômicas para o Amapá. O principal elemento dessa tomada de decisão foi a criação pelo Governo Federal, da área de livre comércio de Macapá e Santana em 1.991.
Apesar da suspensão do Imposto de importação (II) e do Imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre as mercadorias estrangeiras, que se constitui em grande perda na arrecadação do Estado, o setor terciário ainda é um dos maiores alavancadores da economia estadual, além de propiciar vantagens também no campo social, pois gera empregos para centenas de pessoas.
Macapá é a única capital brasileira que está a margem esquerda do rio Amazonas e que é cortada pela linha do equador. Altitude 15m em relação ao nível do mar, latitude 00º. Tem uma área de 24.730 Km e uma população 400.000 habitantes. Aproximadamente. Clima equatorial, quente e úmido.

A arte e a cultura é envolvida de muitas crenças e lendas. A pintura retrata os flagrantes do homem amazônida, monumentos históricos, lendas, personagens ilustres através de várias técnicas, inclusive a utilização de resinas naturais extraídas dos vegetais regionais. Na produção artesanal destaca-se a cerâmica revestida com manganês e titânico e as cestas, tipitis, peneiras que são feitas com fibras de cipós, de Guarumã do Buriti olho do Tucumanzeiro, junco, sisal e outros.
Na música, os cantores da região valorizam a sua terra através de suas belas composições. A dança característica é o "marabaixo".




Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan

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